
Um amigo indesejável no ministério é a ‘perplexidade‘. O apóstolo se encontrou com ele (2 Co 4.8b [ἀπορέω]). Esse amigo possui várias características (6x no NT), mas existe uma que supera a todas, “estar em um estado de confusão mental” (BDAG, 119).
Encontrar com esse amigo é entrar em tempos de incerteza, como o próprio Paulo entrou em 2 Coríntios 1.8-11. Mas, por favor, não deixe escapar o ponto principal. Não existe nenhuma descrição em Paulo de que perplexidade é algo anormal no ministério. Ao contrário, pela forma que nos é descrita, principalmente pelo uso da primeira pessoa do plural, esse amigo é inescapável, muito embora não apareça sempre.
“…ficamos perplexos, mas não desesperados (2 Co 4.8b)“
Tempos de perplexidade não são incompatíveis com o ministério, ao contrário, eles são necessários. Ou você acha que essa declaração acima de não desespero do apóstolo foi algo que já veio pronto em seu ministério?
Não deixe passar o capítulo 1.
“Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos” (2 Co 1.8).
Os tempos de incerteza na Ásia trouxeram desespero, mas não só isso, trouxeram também experiência (descrita no capítulo 4.8b).
Não queremos nos encontrar com esse amigo, ele é indesejável, mas, de tempos em tempos, nunca esqueça, necessário.
…para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus… (2Co 1.9)
Fato meu amigo. Uma realidade no ministério. Bom texto! Deus te abençoe.
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